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quarta-feira, outubro 17, 2007


A nossa pobreza de espírito !

Desigualdade social, pobreza e exclusão.

Portugal, cujo rendimento per capita corresponde actualmente a pouco mais de 70 por cento da média comunitária da UE, é um dos países europeus que apresenta maior desigualdade na distribuição de rendimento e taxas mais elevadas de risco de pobreza monetária. Também os índices disponíveis de pobreza segundo as condições de vida (indicadores de privação material) colocam Portugal numa posição muito desfavorável em relação a outros países da UE.

Portugal é o país da União Europeia que apresenta maior desigualdade na distribuição do rendimento – a parcela auferida pela faixa dos 20 por cento da população com rendimentos mais elevados é mais de 7 vezes superior à auferida pelos 20 por cento da população com rendimentos mais baixos. A média comunitária é de 4,6; na Europa, só a Turquia apresenta um índice superior (9,9).

Portugal é também um dos países europeus que apresenta (consistentemente) taxas mais elevadas de risco de pobreza, medido através da percentagem da população com rendimentos inferiores ao limiar de 60 por cento do rendimento mediano equivalente. Essa taxa situa-se em 20 por cento (média 2003/2004), já após transferências sociais, enquanto a média comunitária (UE 25) é de 15,5 por cento.

in Presidência da República


Agora o outro Portugal:

http://www.estorilsolresidence.com/filme.swf


Palavras para quê Senhor Presidente?

Já agora, reservou apartamento? Consta que já faltam poucos.

2 comentários:

J.Dias disse...

Parabéns pelo post.

Como sabes tenho uma concepção diferente da abordar o problema. Para mim, existem ricos porque há pobres e vice-versa, os primeiros SUGAM aos segundos, os primeiros exploram os segundos. Sem exploração não haveria pobreza. Aliás as palavras "rico e pobre" são para mim as mais horríveis que se pronunciam. O mundo produz riqueza mais que suficiente para não haver pobres.

- Onde bebe o capitalismo?
- na mão de quem é explorado...

O que se passa em Portugal é o reflexo das sucessivas políticas do capitalismo na sua versão mais americanizada. O fosso cada vez é maior, não vejo como iremos saír dêle, a menos que os Otelo's, outros Maia's, Clemente's, etc. acordem e nos façam sorrir outra vez.

BJS

Marreta disse...

E para agravar mais a história, nos últimos 6/7 anos continuamos a crescer abaixo da média europeia, ou seja, cada vez mais nos afastamos do nivel médio de vida europeu, ao contrário do que diariamente nos querem fazer crer.
Saudações.