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quarta-feira, dezembro 17, 2008

O NOSSO TEMPO



Vivemos tempos difíceis, tempos de grandes desigualdades. Aos poucos perdemos todos os dias o nosso sonho de felicidade, igualdade e, porque não, também de fraternidade. Vivemos num país com uma história cheia de feitos e glórias, com uma democracia ainda criança, onde andamos todos à procura do sentido da palavra democracia.

Nunca pensei que os ideais de Abril desenbocassem neste lodaçal em que nos encontramos. Somos portugueses vaidosos, presunçosos, atrasados, desorganizados, corruptos, invejosos, mas também somos capazes, empreendedores, honestos, lutadores, solidários e trabalhadores.

Existe, no entanto, um déficite de cidadania que é muito oportuno para que nos tem governado ao longo destes anos. Poderia aqui apresentar uma série de exemplos do nosso “atraso” como cidadãos, mas deixo para outra oportunidade. Aquilo que quero dizer é que não se pode chegar a consensos quando ainda se vive em ignorância. Vivemos tempos de ricos imensamente ricos e pobres cada vez mais envergonhados. Vivemos tempos em Portugal em que ainda é mais importante ter um automóvel, ter um filho doutor, ou roupas de marca XPTO. Vivemos ainda muito de aparências, triste sina a nossa!

Depois há a “corte”, onde vivem os “escolhidos” de apelidos mediáticos, que são os mesmos há anos e anos, usufruindo de ganhos fabulosos, e onde as Kikis e as Kákas casam com grandes empresários que gerem as empresas explorando os trabalhadores, pondo os seus enormes lucros em paraísos fiscais, renunciando assim à sua contribuição para o progresso do país. Neste triste e consentido regabofe também lucram a maior parte dos governantes e políticos.

Tenho esperança que os meus concidadãos se comecem a interessar pelo seu país, organizando-se na troca de ideias, objectivos, vontades e trajectos, de forma a alterar o rumo perdido que temos vindo a seguir. Eu, por mim, acredito que a esperança é sempre a última a morrer e, como tal, continuo a lutar. Que cada um lute à sua maneira, mas lute!

3 comentários:

Pata Negra disse...

Para cumprirmos a esperança é absolutamente necessário que muitos nomes das élites rolem na praça pública. Vivemos tempos difíceis mas favoráveis a novos rumos, tem de nos doer primeiro a nós para que lhes possa doer depois a eles. A crise ainda agora começou, a procissão ainda está atrás da igreja. Porque é tempo de crise, é tempo também de esperança!
Um abraço resbolucionario

Ludo Rex disse...

Sempre em Luta, Sempre!
Kisses

Miguel disse...

Agora é pôr em prática, o que a esperança nos segreda ...!

Bjks da M&M & Cª!