Vamos

quarta-feira, junho 10, 2009

Dia dos portugueses esquecidos



Neste dia de "Ordens e Comendas" atribuídas pelo presidente resolvi dar a minha comenda a um poeta do povo cujas palavras são intemporais. António Aleixo, cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé.


Vós que lá do vosso império
Prometeis um mundo novo,
Calai-vos, que pode o povo
Qu'rer um mundo novo a sério.



Sei que pareço um ladrão...
Mas há muitos que eu conheço
Que, não parecendo o que são,
São aquilo que eu pareço.


Enquanto o homem pensar
Que vale mais que outro homem,
São como os cães a ladrar,
Não deixam comer, nem comem.


O mundo só pode ser
Melhor do que até aqui,
- Quando consigas fazer
Mais p'los outros que por ti!


Vemos gente bem vestida,
No aspecto desassombrada;
São tudo ilusões da vida,
Tudo é miséria dourada


Há pessoas muito altas
De nome ilustrado e sério,
Porque o oiro tapa as faltas
Da moral e do critério.


Embora os meus olhos sejam
Os mais pequenos do mundo,
O que importa é que eles vejam
O que os Homens são no fundo

segunda-feira, junho 08, 2009

Os Votos



Resultados em 2009



Total de Inscritos: 9606718

Total de Votantes: 3557603 37.03%

Abstenção : 62,97%

Representantes Eleitos em Portugal: 22

PPD/PSD 31.69% 1127388 votos 8

PS 26.57% 945430 votos 7

B.E. 10.73% 381795 votos 3

PCP-PEV 10.66% 379295 votos 2

CDS-PP 8.37%2 97836 votos 2

MEP 1.49% 52930 votos

PCTP/MRPP 1.21% 43077 votos

MPT 0.66% 23381 votos

MMS 0.61% 21647 votos

P.H. 0.48% 16954 votos

PPM 0.39% 13777 votos

P.N.R. 0.37% 13029 votos

POUS 0.14% 5095 votos


EM BRANCO 4.63% 164832 votos

NULOS 2% 71137 votos


De salientar ainda de que a abstenção nas comunidades portuguesas a residir no estrangeiro nas eleições para o Parlamento Europeu é 97,8 por cento,segundo a Direcção-Geral da Administração Interna
Posto isto só nos resta constatar que a abstenção foi a grande vencedora destas eleições pondo em causa a vontade dos cidadãos portugueses em pertenter a esta união de grandes desigualdades.

quinta-feira, junho 04, 2009

As casinhas



MP detecta indícios de abuso de poder nos mandatos de Abecassis, Sampaio e João Soares

"O Ministério Público encontrou indícios de abuso de poder na atribuição de casas municipais pela Câmara de Lisboa nos mandatos de Kruz Abecassis, Jorge Sampaio e João Soares, crimes que já prescreveram e cujos processos acabaram por ser arquivados.

No despacho de arquivamento, a que a Lusa teve acesso, são apontados os casos da atribuição de casa à actual vereadora Ana Sara Brito, que ocupou a casa em 1987 e devolveu a habitação antes de assumir funções na autarquia, ao jornalista e escritor Baptista Bastos (1997), no mandato de João Soares, à chefe de divisão da Câmara de Lisboa Isabel Soares (1990) e ao director de departamento da Câmara de Lisboa José Bastos (1990), ambos no mandato de Jorge Sampaio.

Dos casos apontados como susceptíveis de apresentar indícios de abuso de poder noutros mandatos, existem dois em que quem recebeu a casa ainda a mantém, como é o caso de José Bastos, Isabel Soares, Baptista Bastos e Rui Seabra (antigo seleccionador nacional). "

O antigo autarca da capital e ex-Presidente da República acrescentou muito o espantar que o Ministério Público (MP) se "pronuncie, agora, inutilmente, sobre factos de há mais de 13 anos".

In Lusa


Toda a gente sabe que em Portugal se vive do "favorzinho" e que muitos enriqueceram à custa de um sistema que sobreviveu ao Estado Novo.Se para o Dr. Jorge Sampaio é inutil que se saiba que houve "corrupçõezinhas" há muito tempo, já para nós é util que estes casos venham a lume. Quem não deve não teme diz o ditado e em tempo de votos é claro que todas as "armas" são utilizadas quer à esquerda quer à direita.
Com estas leis é natural que só ao fim de 13 anos,depois de bem prescritos os processos,as corruptelas venham a lume. Depois só há uma coisa a fazer processar pelo ataque ao bom nome dos santinhos.

domingo, maio 31, 2009

Chamem-lhe Toino !


"Como é que viu esta pequena polémica sobre o pseudo imposto europeu?

Estupefacto, para lhe dizer a verdade. Primeiro, com a sensação do déjà-vu. Portugal está a tornar-se cada vez mais um País freudiano. Porque as pessoas já não se lembram, mas o imposto europeu foi introduzido numa campanha eleitoral para o PE em 1999, por Mário Soares! Façamos apelo à memória! E aí foi discutido!

Soares depois recuou, naquilo que dizia sobre o imposto europeu.

Mas aí foi discutido! Foi muito interessante essa discussão de 99, porque Pacheco Pereira, que era na altura o cabeça-de-lista do PSD, não respondeu à proposta de Mário Soares como respondem agora, dizendo que Vital Moreira fala no imposto europeu porque existe o projecto escondido e perverso de aumentar os impostos em Portugal. Por amor de Deus, isso é ridículo! Esse argumento desqualifica quem o dá! Na altura, Pacheco Pereira argumentou contra o imposto europeu em nome das questões europeias e em nome dos interesses nacionais no contexto europeu - é esse o debate que vale a pena fazer! Interessa a Portugal, que é um País beneficiário dos fundos estruturais, haver ou não haver um imposto europeu? E que imposto europeu? Porque há muitas maneiras de falar do imposto europeu - Vital Moreira falou de uma questão muito específica e própria, que é um imposto sobre transacções financeiras, no fundo, uma espécie de adaptação da 'taxa Tobin' ao espaço europeu. Quando estive na Comissão, mandámos fazer um estudo sobre essa matéria e chegámos à conclusão de que, além de o próprio Tobin, antes de morrer, ter explicado que as interpretações que se faziam da taxa não eram legítimas, chegámos à conclusão de que uma taxa Tobin no espaço europeu teria grandes limitações de aplicação prática se não fosse aplicada à escala global."

In DN

Dá para ver o que estes cavalheiros andaram a "negociar" desde que entramos para esta des-união!
Contem às pessoas que está na hora de pagar aquilo que nos foi dado em troca da nossa soberania!

quarta-feira, maio 27, 2009

Impostos Mundiais




O presidente do PS saiu em defesa da ideia de Vital Moreira de criar um impostos europeu, admitindo inclusivamente a necessidade e novos impostos mundiais.
"Eu até defendo impostos mundiais para problemas que se globalizaram. Se eu defendo impostos mundiais para problemas que se mundializaram, como poderia não defender impostos europeus à escala europeia", respondeu Almeida Santos aos jornalistas a meio de uma acção de campanha do PS para o Parlamento Europeu em Seia.
O presidente do PS frisou ser "favorável a uma nova ordem fiscal mundial e europeia" e secundarizou um eventual aumento da carga fiscal.
"Há problemas que se globalizaram e que não têm solução nacional. Se há problemas que têm incidência europeia, então podem ser resolvidos com um imposto a nível europeu"

In JN


Conforme directrizes da UE tudo se encaminha para que os povos da União venham a pagar impostos à escala europeia. Este cavalheiro, para não lhe chamar outra coisa, vem
pregar em nome da nova ordem mundial que temos que pagar as crises existentes e vindoras.Temos que responder a esta escumalha macónica sem escrúpulos.Temos que lhes mostrar que não queremos esta União de Bildbergs.

domingo, maio 24, 2009

O "Mariazinha" faz 3 anos



Já lá vão 3 anos e tem sido uma maravilhosa aventura blogosférica.
O que a príncipo seria um espaço de desafos,passou a ser o espaço de intervenção de uma mulher que é portuguesa,trabalhadora e que se chama Maria.Através deste blogue tenho conhecido gente fantastica, uns com quem me indentifico outros nem por isso.
Tenho aprendido o quanto enriquecedora é a diversidade de opiniões, a liberdade de opinião sem cartilhas ou amarras. A liberdade é o bem mais precioso que um ser humano pode ter.
Quero agradecer a todos que visitam o "Mariazinha" em especial ao Marreta pela força e paciência, ao Ferroadas por ter sido o primero a comentar este blogue e a todos os outro que partilham as suas ideias através dos comentários diários.

quarta-feira, maio 20, 2009

Valerie



Gosto da Amy, pronto!!!

segunda-feira, maio 18, 2009

Petições


A Petição pela verdade desportiva tem 11.904 assinaturas enquanto a petição pela proíbição dos despedimentos tem 50 assinaturas !


É bem revelador das prioridades dos Portugueses.


domingo, maio 17, 2009

O mistério do Cristo-Rei




Sabem porque é que o Cristo-Rei não tem pila?

Porque houve um gajo do Pragal que roubou um saco de cimento!

Sandro G e o crack na cozinha



From Rabo de Peixe
Dig it men!

sexta-feira, maio 15, 2009

UE ou a nova ordem mundial




Comissão Europeia:

Os comissários europeus exercem as suas funções com total independência em relação aos países de onde provêem, não aceitando nenhuma instrução de qualquer governo ou entidade (Art. 157)

Conselho Europeu:

As suas deliberações podem exigir uma maioria qualificada e os votos de cada um dos estados-membros tem uma ponderação diferente, consoante o número de habitantes ( é assim que 4 países "grandes" - Alemanha,França,itália e Reino Unido - podem bloquear um deliberação, enquanto serão necessários 13 países "pequenos" para o mesmo efeito)

De qualquer modo, as suas decisões e resoluções são sempre balizadas e condicionadas pelo o conteúdo dos tratados, onde a essência é "a concorrência livre e não falseada" visando transformar a UE num espaço único de comércio livre.E quem é responsável por balizar e condicional a actuação do Conselho (tal como as reuniões globais ou sectoriais entre ministros dos Estados-membros) é a Comissão Europeia.
Esta comissão evoca o Art. 104 do Tratado de Maastricht - que proíbe os défices públicos excessivos- para impor a redução arbitária dos déficies, de acordo com o "Pacto de estabilidade e
crescimento. Os governos têm que aceitar estes ditames,compremetendo-se com Orçamentos de Estado em cada país assentes sobre "reformas" para reduzir as funções sociais do Estado e aumentar as receitas através dos impostos.
As decisões das "Cimeiras" da UE ou dos "Conselhos de ministros europeus" são, ainda, completamente subordinadas às imposições do Banco Cental Europeu (completamente independente dos Estados)
Este é o unico órgão da UE onde os Estados aderentes têm, formalmente, poder. Mas, afinal que
poder é este, de acordo com o quadro estipulado pelos Tratados?
A UE constitui a perda completa da soberania de cada Estado.

Banco Central Europeu:

O Banco Central Europeu posui personalidade jurídica. Ser-lhe-á atribuida competência exclusiva para autorizar a emissão do Euro. Será independente no exercicio das suas competências e na gestão das suas finanças. As intituiões, orgãos e organismos da União e os Governos dos Estados-membros respeitaram esta independência. Isto é , o BCE não poderá aceitar intruções de nenhum organismo da Comunidade Europeia.
O papel do BCE ainda sairá mais reforçado se o "Tratado de Lisboa" entar em vigor, tendo como objectivo cental "controlar" a inflação. Daqui decorre, em linha recta , a sua submissão aos mercados financeiros, aos interesses das multinacionais e, em ultima instância,ao mais poderoso dos imperialismos:
Os Estados Unidos da América.
Temos a experiência das subidas das taxas de juros e a subida do valor do Euro em relação ao dolar,durante meses e meses a fio, da canalização de somas dos Bancos centrais de cada país da UE-por decisão do BCE-para os bancos dos EUA a fim de tentar "aguentar" a situação de crise nos EUA.
Dizia-se, nessa altura, que cada subida de 1% no valor do Euro em relação ao Dolar tinha como consequência a destruição de uma dezena de milhar de postos de trabalho na Europa.
Apesar de todo este processo de deindustrialização e empobrecimento dos povos europeus- imposto pela UE, para aguentar a falência das bases do imperialismo dos EUA- a crise rebentou e não faz senão acentuar-se. Os capitais continuam a ser canalizados para defender os banqueiros e especuladores, tal como foi aprovado na última cimeira G20.

Tribunal de Justiça da União Europeia:

Este orgão penaliza os Estados-membros que não cumprirem as Directivas da UE, apoiando-se
nas disposições dos Tratados em vigor.
Temos em Portugal um exemplo de uma pesada sentença, proferida pelo TEJ - a seguir a uma queixa da Comissão Europeia- por o nosso país ainda não ter liberalizado por completo a Galp, a Edp e a Telecom.

In RUE


É a esta Europa que querem pertencer?
Eu não quero pertencer a esta Europa que só protege o grande capital e que destroi a passos largos a economia do meu país.
Informem-se, não fiquem à espera que decisam por vós.
A UE não é o eldorado que nos pintam.

domingo, maio 10, 2009



Na passada sexta feira assisti a um debate sobre as instituições da União Europeia.
Deixo-vos aqui um artigo, de José Guimarães,bastante interssante, sobre as condições historico-políticas que levaram à formação da actual UE.
A maioria dos portugueses não sabe o que é a União Europeia e a mesma é-lhes apresentada como a solução para todos os males. No entanto temos uma economia cada vez mais dependente
e a nossa soberania está cada vez mais posta em causa. Cabe-nos discutir e exigir alternativas a este polvo gigante que nos quer engolir.

quinta-feira, maio 07, 2009

segunda-feira, maio 04, 2009

Adeus Vasco Granja





"Vasco Granja, divulgador de banda desenhada e do cinema de animação em Portugal, morreu hoje aos 83 anos em Cascais.
Vasco Granja, que conduziu na RTP mais de um milhar de programas dedicado à animação e foi o último director da revista Tintim, morreu esta madrugada numa clínica de cuidados continuados em Cascais.

Vasco Granja ficou conhecido pelo programa televisivo que juntava o melhor de dois mundos da animação, da Disney e da produção independente da Europa, mas o amor pela BD e pelo cinema surgiu-lhe na infância.
Iniciando as emissões com um saudoso «Olá amiguinhos», Vasco Granja gravou cerca de mil programas entre 1974 e 1990, onde apresentou personagens como Bugs Bunny e a Pantera Cor-de-Rosa, mas também a animação que havia para lá das portas do castelo de Walt Disney. A maioria destes programas, intitulados «Cinema de Animação, terá sido apagada dos arquivops da televisão pública.

Através do programa, o público juvenil, agora adulto, tinha oportunidade de ver, por vezes sem compreender, histórias de bonecos de plasticina, sombras chinesas ou com ursos de peluche animados."

In DD

domingo, maio 03, 2009

O circo e os palhaços

"... Este que está lá agora, o José Sócrates, é um homem de espectáculo, é um homem de circo. Desde a primeira hora. É gente de circo. Eles prezam o espectáculo. Porque eles não percebem que os problemas não se resolvem com espectáculo. E prezam o espectáculo porque querem enganar a sociedade, para sobreviver. E sobreviver para continuar a tomar conta do dinheiro do Estado, para pôr os amigos e negociar com os amigos..."

Medina Carreira, in CM

Desculpem os mais sensiveis mas é assim que me sinto. Ver o povo a viver cada vez pior à conta do desgorverno sucessivo de gentalha que mais não faz é roubar, revolta-me.
Revolta-me tambem a passividade dos partidos cuja preocupação é votos. E nós, trabalhadores?
A maioria tem ordenados em atrazo, outros que é o meu caso, começam a receber fora de horas.
Que futuro se nos apresenta?
Desemprego, ordenados em atrazo,politicos cada vez mais ricos, dependencia cada vez maior da UE.
Dificilmente este país sairá do lodo em que está metido, temo por todos os trabalhadores honestos que tudo fazem pelas suas empresas e mesmo assim vivem dias de terrível incerteza.

segunda-feira, abril 27, 2009

O Sub-chefe




"Marcelo foi um dos cônsules fascistas mais “puros” (na fidelidade à transposição do corporativismo e dos rituais bebidos em Mussolini para o status português) e dos mais criativos na decantação para as elites do compromisso entre oligarquia, ruralidade e desenvolvimento capitalista como forma de dar esperança e futuro à ditadura. Marcelo, homem de inteligência, de cultura e sofisticado, foi um fanático da praxis ditatorial até ao seu último suspiro, incapaz, em absoluto, de transpor a sua forma elaborada de pensar a sociedade e a política num qualquer cenário democrático, o que é típico dos intelectuais que adoram o povo desde que este siga fielmente os seus sinais e as suas chaves (não falta, à esquerda, muitos émulos simétricos, os das “vanguardas”).

A rigidez dos interesses instalados e as cristalizações ideológicas das elites fascistas, demasiadamente acomodadas à mesa farta parasitada e ao arrocho para os protestantes, além da marca fortíssima das particularidades da personalidade narcisista, obsessiva, manhosa, beata e autoritária de Salazar (O Chefe), transformaram Marcelo - provavelmente o mais puro, o mais fiel e o mais criativo dos fascistas portugueses - numa figura em permanentes sobressaltos de sinusóides no serviço à ditadura. Ora serviu na primeira linha do regime (como Chefe da Mocidade Portuguesa, como Ministro das Colónias, como Ministro da Presidência, como Professor e Reitor Universitário, como “delfim” de Salazar), ora abespinhava Salazar e, sobretudo, os ultras trogloditas do regime, assustando-os com os seus impulsos reformadores e evolutivos que nunca foram além do pensar na melhor forma de perpetuar a ditadura (de que o seu slogan “evolução na continuidade” é um autêntico paradigma). Acabou como se sabe, com o poder absoluto condicionado, nesse trágico beco sem saída que sempre seria a sucessão de Salazar que, fossem quais fossem as circunstâncias e os protagonistas, tinha o destino traçado de uma inevitável implosão do regime pela inviabilidade de haver salazarismo sem Salazar. Incapaz, não por falta de capacidade da sua parte, de desatar os nós que amarravam a ditadura ao passado (em que avultava o nó cego colonial), exerceu o seu mandato de Chefe vigiado, solitário e acossado de forma errática, desorientada e patética. Os seus últimos dias de poder foram, com crueldade trágico-cómica, um estertor patético – desesperado pelo impasse da agonia do regime, convoca os generais “reumáticos” para lhe jurarem fidelidade, foge dos capitães revoltados para o abrigo estúpido da GNR no Carmo, procura resistir dando ordens (não cumpridas) à GNR para chacinar a “populaça”, agarra-se a Silva Pais e pede à Legião para combater(!), horroriza-se por ter de parlamentar com um Capitão (Salgueiro Maia), passa a pasta a Spínola (enfim, um General!), sofre a humilhação extrema da saída numa “chaimite” sob as vaias populares, abriga-se (abrigam-no) na Madeira escoltado por um Sargento, exila-se no Brasil, zangado e ressentido com tudo e com todos (os que o serviram, quem ele serviu, os que o combateram). Recusa-se a voltar à Pátria "ingrata", vive os últimos tempos a desejar a morte, acabando por morrer longe.

O drama de Marcelo e a sua terminal incompetência clamorosa, um aparente paradoxo relativamente à alta envergadura intelectual e política do personagem e com uma longa experiência na lide com o poder, demonstram que se Marcelo não salvou o fascismo, mais ninguém o conseguiria fazer. Se o mais dotado (sobredotado até) entre os fascistas não deu solução ao fascismo português, então este não tinha mesmo ponta de cura possível. Aqui fica esta nota final como sinal do respeito possível perante a figura."
In Água Lisa


Tenta-se agora branquear a sua figura através de um programa televisivo,com os testemunhos dos familiares e amigos mais chegados.Uma afronta para quem sofreu as agruras de uma ditadura.

sexta-feira, abril 24, 2009

35 anos de liberdade



Genial Zé Mário e tão actual! O que muda são as personagens mas o cenário é o mesmo.
Continuamos a ser os mesmos com os mesmos gostos,com as mesmas garras postas em cima de nós.Continuamos sim Zé a ver o Benfica e o Sporting,continuamos a perder o nosso tempo em frente à televisão e deixamos que uns filhos da puta de gravatinha decidam por nós. Somoms assim Zé,um povo que vive num bairro e que critica o vizinho que não tem o tal carro,mas que não se importa que lhe roubem os seus direitos.
Somos um povo pacífico Zé,fomos habituados a vergar a cabeça e a considerar os nossos direitos como esmolas e assim continuamos.Confiamos em politicos que têm feito carreira para beneficio próprio dando de vez em quando esmolas em tempo de eleições.
Fomos vendidos a um organização chamada UE e que responde cada vez mais ao apelo do grande capital.
Temos o nosso país arruinado Zé!
Resta-nos lutar por um Abril melhor.

domingo, abril 19, 2009

sexta-feira, abril 17, 2009

Revolta estudantil de coimbra

"Com Marcello Caetano ausente da metrópole, Américo Tomás e o ministro da educação José Hermano Saraiva vão a Coimbra inaugurar o novo edifício universitário das Matemáticas. A recém-direcção da Associação Académica, onde uma lista de unidade antifascista havia vencido a direita, depois de uma disputadíssima e imaginativa campanha eleitoral, pede, através do seu presidente, Alberto Martins, para falar na cerimónia. As autoridades recusam. Está aceso um rastilho de indignação e de repressão que vai mergulhar a cidade num estado generalizado de desobediência cívica, falhando todas as tradicionais receitas repressivas que apenas serviram para reforçar a unidade estudantil sob o domínio da esquerda."



Gostava de ver esta mesma coragem no rosto dos jovens do meus país. São eles que estão em causa, é o seu futuro que está comprometido.Ainda assim assistimos a um marasmo com a maior parte dos jovens sem saberem bem o que fazer.
Iludibriados por uma sociedade capitalista que lhes tudo lhes promete e tudo lhes tira, ficando assim com o futuro cada vez mais empenhado.
Passado 40 anos restam-lhes as mesmas armas:
- Dreito à indignação
- Dreito de lutarem por um futuro melhor
- Coragem para lutarem contra um governo cada vez mais autista

quinta-feira, abril 16, 2009

A nossa sina passado 35 anos









Ó gente da minha terra
Agora é que eu percebi
Esta tristeza que trago
Foi de vós que recebi




É meu e vosso este fado
Destino que nos amarra
Por mais que seja negado
Às cordas de uma guitarra